“Vai, Ferreirinha, descanse em paz… que daqui pra frente a gente toca a boiada”

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“Vai, Ferreirinha, descanse em paz… que daqui pra frente a gente toca a boiada”

Depois de longos, intermináveis e quase épicos 13 anos de namoro, um empresário — bruto, rústico, sistemático — finalmente resolveu se render. Sim, ele decidiu se casar, neste último sábado. E não foi com qualquer pessoa: escolheu uma arquiteta doce, culta, inteligente e, convenhamos, belíssima. Um verdadeiro contraste arquitetônico entre concreto armado e acabamento fino.

O anúncio do casamento pegou alguns de surpresa e outros em choque. O grupo dos solteiros perdeu oficialmente um de seus integrantes mais antigos. E, como toda perda simbólica merece homenagem, os amigos foram claros, diretos e carinhosamente sarcásticos: nada de discurso longo, apenas uma faixa no casório com a mensagem definitiva — “Vai, Ferreirinha, descanse em paz que daqui pra frente a gente toca a boiada”. Emoção pura.

Nem despedida de solteiro ele teve direito. Claro, justiça seja feita: ela também não. Afinal, depois de 13 anos juntos, qualquer tentativa de “despedida” soaria como reunião de condomínio fora de pauta. O casamento, nesse caso, foi apenas a oficialização de algo que já funcionava — com ou sem ata.

O casal não chegou até aqui sem obstáculos. Houve gente apostando contra, gente torcendo pela separação e até especialistas em relacionamento alheio prevendo o fim iminente. Mas, contrariando as estatísticas, os palpites e a inveja alheia, o amor venceu. Como manda a tradição — e a fé — o que Deus uniu, ninguém separa.

Essa é uma história real, daquelas que misturam amor, paciência, sarcasmo e muita parceria. Nós, do São Carlos no Toque, parabenizamos o casal por essa linda união… e avisamos: vamos levantar um Campari para comemorar. Porque amor verdadeiro merece brinde — e os amigos também.