Trump propõe “tomada amigável” de Cuba em declaração que acende alerta diplomático

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) a jornalistas que o governo norte-americano considera a possibilidade de uma “tomada de controle amigável” de Cuba, em um contexto de crescente pressão política e econômica sobre a ilha caribenha. A declaração foi feita ao deixar a Casa Branca, em Washington, e gerou reação imediata na comunidade internacional.

Segundo Trump, Cuba enfrenta uma grave crise econômica e, apesar de ainda haver diálogo entre os dois governos, “eles não têm dinheiro, não têm nada agora”. O presidente disse que as conversas entre autoridades americanas e representantes cubanos ocorrem em “nível muito alto” e sugeriu que essa proximidade poderia resultar em uma transição pacífica de poder sob influência dos EUA.

A ideia de uma “tomada amigável” surpreendeu diplomatas e analistas, pois remete a um conceito de mudança de controle territorial sem uso explícito de força militar, mas com forte interferência política. Trump não detalhou o que isso implicaria na prática ou quais seriam os mecanismos legais para tal ação, deixando espaço para especulações.

A declaração ocorre em um momento de tensão entre Washington e Havana, marcada por um embargo energético imposto pelos EUA e uma crise econômica prolongada em Cuba. Autoridades cubanas afirmaram estar em dificuldades, mas negaram negociações formais de alto nível com o governo americano, reforçando sua soberania frente a qualquer proposta externa.

Especialistas em política externa destacam que uma “aquisição” de um país soberano, mesmo descrita como amistosa, levanta questões legais e diplomáticas complexas, podendo afetar a estabilidade regional e as relações internacionais dos Estados Unidos na América Latina. A declaração de Trump deve continuar a polarizar debates sobre estratégia e poder americano no hemisfério.