O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que Nicolás Maduro foi capturado durante uma operação militar norte-americana e retirado do território venezuelano. A declaração foi feita por meio da rede social Truth Social, plataforma utilizada com frequência pelo republicano.
Segundo Trump, forças dos Estados Unidos realizaram uma ação de grande escala contra a Venezuela, incluindo ataques à capital, Caracas. Ele declarou que Maduro e sua esposa teriam sido detidos e levados para fora do país, em uma operação conduzida em conjunto com forças de segurança americanas. O presidente norte-americano informou ainda que uma coletiva de imprensa seria convocada para detalhar a ação.
O governo da Venezuela reagiu imediatamente, acusando os Estados Unidos de promoverem uma agressão militar contra o país. Em comunicado divulgado à imprensa internacional, Maduro declarou estado de emergência nacional e convocou a população à mobilização. “Todo o país deve se unir para enfrentar essa agressão imperialista”, afirmou o texto oficial.
Ainda de acordo com o governo venezuelano, os ataques teriam atingido áreas civis e militares de Caracas, além de regiões dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ofensiva ocorre poucos dias depois de Maduro ter sinalizado disposição para dialogar com Washington, afirmando que estaria aberto a uma conversa direta com Trump.
A repercussão internacional foi imediata. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou as redes sociais para alertar que Caracas estaria sendo bombardeada e pediu uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU). O Irã também se manifestou, condenando a ação e classificando o ataque como uma violação grave do direito internacional e da soberania venezuelana.
