Trump afirma que EUA irão governar a Venezuela interinamente e controlar exploração de petróleo

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Trump afirma que EUA irão governar a Venezuela interinamente e controlar exploração de petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA irão administrar a Venezuela de forma interina após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em pronunciamento realizado em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump anunciou que petroleiras norte-americanas voltarão a atuar no país e declarou que pretende ampliar o “domínio americano no Hemisfério Ocidental”.

O presidente afirmou que os EUA irão governar a Venezuela por meio de um grupo interino formado por integrantes do alto escalão de seu governo, até que ocorra uma transição de poder. Ele não detalhou prazos nem os nomes que integrarão essa administração temporária, afirmando apenas que as informações serão divulgadas em breve.

“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos garantir uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump.

Durante o discurso, o presidente norte-americano descartou a participação da líder oposicionista María Corina Machado no futuro governo. Apesar de ter vencido o Nobel da Paz de 2025 e defender a tomada imediata do poder pela oposição, Trump afirmou que ela não teria apoio interno suficiente para liderar o país.

Trump também anunciou que grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos irão investir bilhões de dólares na recuperação da indústria petrolífera venezuelana. Segundo ele, a infraestrutura do setor estaria em estado crítico após anos de gestão socialista.

“Vamos fazer o petróleo fluir. Nossas empresas vão consertar a infraestrutura e gerar lucro para o país”, afirmou, alegando que a indústria petrolífera venezuelana teria sido originalmente construída com capital e tecnologia norte-americanos.

Questionado sobre a comunicação prévia ao Congresso, Trump disse que parlamentares foram informados apenas após a operação, alegando risco de vazamento de informações. Sobre o futuro de Maduro, afirmou que ele será levado a Nova York, onde a Justiça norte-americana decidirá sobre sua prisão e julgamento.