Transporte coletivo de São Carlos pode parar por falta de acordo salarial

onibus 1
Transporte coletivo de São Carlos pode parar por falta de acordo salarial

Os trabalhadores da Rigras, empresa responsável pelo transporte coletivo urbano de São Carlos, poderão cruzar os braços a partir da próxima terça-feira (7), caso as negociações da campanha salarial não avancem nos próximos dias. A categoria decidiu manter o estado de greve após rejeitar a proposta apresentada pela concessionária.

Segundo o Sindicato dos Empregados em Transportes Rodoviários, Urbanos, Fretamento, Intermunicipal e Suburbano de São Carlos, cerca de 180 funcionários aguardam uma nova oferta da empresa. A entidade informou que concedeu um prazo de 72 horas para que a Rigras apresente uma contraproposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

A proposta recusada previa reajuste de 6% nos salários, percentual que engloba a reposição da inflação e ganho real. Também foram oferecidos aumentos de 6% no adicional de cobrador, 7% no prêmio de produtividade, 7% no Programa de Participação nos Resultados (PPR) e reajuste de 9,09% no vale-alimentação.

Os funcionários, por sua vez, defendem condições mais vantajosas nas negociações. A pauta da categoria inclui 7% de reajuste salarial, elevação do vale-alimentação para R$ 1.300 e aumento de 10% nos demais benefícios previstos no acordo coletivo.

De acordo com o advogado do sindicato, Amador Perez Bandeira, a expectativa é de que a empresa apresente uma nova proposta até segunda-feira (6). Caso não haja avanço nas negociações, a paralisação poderá ser iniciada na terça-feira (7), o que pode afetar o funcionamento do transporte coletivo no município.

Até o momento, a Rigras não havia divulgado uma nova manifestação sobre as negociações. Caso a greve seja confirmada, a prestação do serviço deverá seguir as determinações da legislação vigente para atividades consideradas essenciais.