A Colômbia entrou nesta terça-feira (11) no segundo dia de buscas por sobreviventes após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país. Equipes de emergência seguem trabalhando entre os escombros de prédios e residências destruídas, enquanto existe a expectativa de aumento no número de vítimas.
O terremoto atingiu a principal região cafeeira colombiana na manhã de segunda-feira (10) e deixou pelo menos 132 mortos. Cidades como Pereira e Cali estão entre as mais afetadas, com edifícios de vários andares destruídos e moradores obrigados a deixar imóveis comprometidos.
Durante toda a noite, bombeiros e equipes de emergência trabalharam com apoio de policiais, militares e voluntários. Escavadeiras foram utilizadas nas buscas, enquanto em alguns locais os trabalhos precisaram ser realizados manualmente para tentar localizar pessoas presas.
Em Cali, cidade com aproximadamente 2,2 milhões de habitantes, pelo menos 35 mortes foram confirmadas. Um hospital também sofreu graves danos, com o desabamento de andares superiores, incluindo áreas destinadas ao atendimento pediátrico. Alguns pacientes ficaram presos e cerca de 600 pessoas precisaram receber atendimento em uma rua próxima.
Em Pereira, capital de Risaralda, foram contabilizadas 60 mortes. A cidade sofreu extensa destruição, com áreas residenciais atingidas e quarteirões tomados por concreto e estruturas retorcidas. O aeroporto também registrou danos durante o tremor.
Outras 13 mortes foram registradas em Chocó, região mais próxima do epicentro.
Diante de relatos de saques, cerca de mil integrantes das forças de segurança foram mobilizados para Cali. Cali e Pereira também decretaram toque de recolher na noite de segunda-feira.
O terremoto já é comparado ao desastre ocorrido em 1999 na mesma região cafeeira da Colômbia, quando mais de mil pessoas morreram. As operações de busca e resgate continuam nesta terça-feira, principalmente em estruturas onde ainda existe possibilidade de encontrar sobreviventes.
