Trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado na noite desta quinta-feira (10). A paralisação começou às 22h após assembleias realizadas em diferentes regiões do país aprovarem o movimento.
Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), pelo menos 35 assembleias aprovaram a greve. A categoria decidiu rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da campanha salarial.
Um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores são contrários à proposta de mudança na condição dos Correios como mantenedores do benefício. A paralisação acontece após rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Os Correios afirmam que estão adotando medidas para reduzir os impactos sobre entregas e demais serviços. Entre as ações estão remanejamento de equipes, reforço das operações e medidas logísticas específicas.
A estatal afirma ainda que sua proposta contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente, incluindo reajuste de 100% do INPC nos salários e benefícios e manutenção da assistência à saúde.
A greve ocorre em meio a uma delicada situação financeira da empresa. Os Correios registraram prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e solicitaram ao Tesouro Nacional garantia para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões.
Por enquanto, não há previsão para o término da greve. Clientes que aguardam encomendas e correspondências podem enfrentar impactos conforme a adesão dos trabalhadores ao movimento em cada região.
