Empregados da Embrapa em São Carlos participaram na quarta-feira de uma paralisação nacional organizada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (SINPAF). A mobilização faz parte da campanha em defesa do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027 e busca pressionar por avanços nas negociações com a direção da empresa.
A iniciativa foi coordenada pelo SINPAF São Carlos, que promoveu atividades de conscientização e diálogo com os trabalhadores das unidades da Embrapa instaladas no município. O objetivo foi destacar a importância da valorização dos profissionais que atuam na pesquisa agropecuária e reforçar a união da categoria durante o processo de negociação.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão a recomposição salarial com base na inflação, a recuperação de perdas acumuladas ao longo dos últimos anos, melhorias nos benefícios oferecidos aos empregados, ampliação e preservação de direitos já conquistados, além de melhores condições de trabalho.
A pauta também inclui medidas voltadas à saúde e à qualidade de vida dos funcionários, bem como o reconhecimento de demandas específicas de assistentes e técnicos, entre elas o Adicional de Escolaridade.
Além da paralisação, o sindicato promoveu uma campanha de doação de sangue envolvendo empregados da Embrapa. A ação teve como objetivo contribuir para os estoques dos bancos de sangue da região e demonstrar o compromisso social dos trabalhadores da instituição.
Para o presidente do SINPAF São Carlos, Raul Mascarenhas, a mobilização representa um momento importante para a categoria. Segundo ele, a combinação entre a paralisação e a campanha solidária reforça o papel dos trabalhadores não apenas na produção de conhecimento e inovação, mas também na contribuição direta para a sociedade.
O sindicato destaca que a valorização dos profissionais da pesquisa pública é fundamental para garantir a continuidade do trabalho desenvolvido pela Embrapa, considerada uma das principais instituições de pesquisa agropecuária do país. Os trabalhadores defendem que investimentos em pessoal e melhores condições de trabalho refletem diretamente na capacidade da empresa de gerar tecnologia, inovação e soluções para os desafios do agronegócio brasileiro.
A expectativa da categoria é que a mobilização contribua para a apresentação de propostas concretas nas próximas rodadas de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho.
