Um trabalhador da construção civil, residente no bairro Jardim Zavaglia, em São Carlos, foi surpreendido ao descobrir que seu nome foi usado como “laranja” em uma indústria de tintas registrada em Dobrada, que acumula uma dívida de R$ 2,7 milhões com o Estado. O caso veio à tona quando ele tentou abrir uma microempresa e foi informado que já constava como “sócio administrador” de uma companhia em situação irregular.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial, o homem relatou que, em 2003, quando vivia em situação de rua, foi abordado por um indivíduo que ofereceu dinheiro em troca da abertura de uma conta bancária e um empréstimo. Desesperado por recursos, ele aceitou a proposta ele teria assinado uma procuração, sem compreender plenamente suas implicações. Meses depois, após desentendimentos, perdeu contato com o suposto agenciador.
O trabalhador só descobriu a fraude em 2025, ao tentar formalizar seu próprio negócio. Registros mostram que a empresa, criada em 2003, o incluiu como sócio em abril de 2004, sem seu conhecimento. O responsável pela proposta deixou o quadro societário menos de três meses depois. Em 2010, a empresa foi alvo de um processo de execução fiscal por sonegação de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).
A Polícia Civil de São Carlos investiga o caso como estelionato, buscando identificar os responsáveis pela fraude e esclarecer como o nome da vítima foi usado sem seu consentimento. O trabalhador agora enfrenta o desafio de limpar seu nome e lidar com as consequências legais e financeiras do esquema.
