TikTok nos EUA terá controle de investidores locais com uso de tecnologia chinesa

viver 38 1
Getty Images

A disputa em torno do TikTok ganhou novos capítulos na terça-feira (16). O governo da China confirmou que a ByteDance, controladora do aplicativo, vai licenciar o algoritmo que sustenta a plataforma para a operação nos Estados Unidos, mesmo após a definição de que o controle ficará nas mãos de investidores norte-americanos.

Na segunda-feira (15), autoridades dos EUA anunciaram um acordo preliminar para que a rede social seja administrada por empresários locais. O presidente Donald Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmaram que o entendimento prevê a criação de uma empresa americana responsável pela gestão do TikTok no país.

De acordo com Wang Jingtao, vice-diretor do regulador de cibersegurança da China, a ByteDance seguirá fornecendo suporte tecnológico, incluindo ferramentas de inteligência artificial e protocolos de segurança de dados para usuários norte-americanos.

O modelo definitivo da operação deve ser detalhado até sexta-feira (19), em encontro previsto entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping.

A negociação ocorre em meio à lei aprovada em 2024 nos EUA, que proíbe aplicativos controlados por países considerados adversários políticos. Washington sustenta que o TikTok representa risco à segurança nacional por suposta influência do governo chinês. Para manter suas atividades no país, a plataforma precisa transferir sua gestão a uma companhia dos Estados Unidos.

O prazo inicial para o banimento do aplicativo era 19 de janeiro de 2025, mas a Casa Branca vem prorrogando a data até que o acordo seja oficializado. As tratativas, marcadas por impasses, já passaram por várias rodadas, incluindo uma reunião recente na Espanha entre representantes americanos e chineses.

Apesar do avanço nas conversas sobre o TikTok, as relações comerciais entre os dois países seguem tensas. Washington mantém tarifas sobre produtos chineses e ambas as potências apenas adiaram por 90 dias a entrada em vigor de novas taxas, estendendo a trégua até 10 de novembro.