Uma análise conduzida por um veículo de comunicação do Reino Unido examinou os 100 vídeos mais populares com a hashtag #mentalhealthtips no TikTok e constatou que 52% contêm informações incorretas ou potencialmente perigosas. Avaliados por psicólogos, psiquiatras e acadêmicos, os conteúdos apresentavam erros sobre transtornos como ansiedade, depressão e traumas.
O estudo apontou problemas como o uso inadequado de termos técnicos, a simplificação de questões complexas e a promoção de suplementos ou tratamentos sem validação científica. Uma psicóloga consultada destacou que muitos vídeos sugerem soluções rápidas e genéricas para traumas, ignorando a necessidade de acompanhamento profissional individualizado.
Em resposta, o TikTok afirmou que remove 98% do conteúdo prejudicial à saúde mental antes de denúncias, enfatizando que a plataforma valoriza a expressão pessoal. A empresa também informou que trabalha com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para direcionar usuários a fontes confiáveis.
Além disso, a rede social removeu globalmente mais de 500 mil vídeos com a hashtag #SkinnyTok, que promoviam perda de peso de forma prejudicial, com mensagens que incentivavam culpa e padrões corporais irreais. A prática, que acumulou milhares de postagens, levou reguladores europeus a alertarem sobre os riscos à saúde mental, especialmente entre jovens.
