
As sobretaxas de 50% sobre exportações brasileiras aos EUA, determinadas por Donald Trump, entraram em vigor nesta quarta-feira (6), afetando produtos-chave como carne e café. Apesar de desidratada, a medida impacta cerca de 4% da balança comercial entre os dois países — que representa 12% do total brasileiro.
O tarifaço foi oficializado por Trump no dia 31 de julho, somando uma alíquota de 10% anunciada em abril com outros 40% acrescidos no fim do mês. Ainda assim, cerca de 700 produtos foram poupados da tarifa maior, como suco de laranja, petróleo, aeronaves, castanhas e minério de ferro — que seguem com a taxa menor de 10%.
Diante da medida, o governo Lula prepara um plano emergencial para proteger empregos e minimizar os impactos nas indústrias mais afetadas. Na noite de terça (5), Lula se reuniu com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Luiz Marinho (Trabalho) e Rui Costa (Casa Civil), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, para finalizar as ações.
Entre as medidas previstas estão:
- Linhas de crédito para pequenos produtores;
- Compras governamentais, como a do pescado cearense antes exportado aos EUA;
- Reativação do Programa Seguro-Emprego, permitindo redução de jornada e salários;
- Ampliação do Reintegra, com devolução de tributos para pequenos exportadores.
Apesar da reação, o governo ainda busca negociar com os EUA. Haddad deve se reunir virtualmente com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. Lula também considera acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo Alckmin.
