O Governo de São Paulo celebrou, em fevereiro, dois anos da implementação da Tabela SUS Paulista, iniciativa criada para complementar os valores pagos pela tabela federal do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde o lançamento, o programa já destinou aproximadamente R$ 9 bilhões à rede hospitalar, com foco especial em hospitais filantrópicos e Santas Casas, responsáveis por cerca de metade dos atendimentos públicos no Estado.
A proposta, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde, surgiu para enfrentar a defasagem histórica nos repasses federais e ampliar a remuneração de procedimentos hospitalares e ambulatoriais. Com o reforço financeiro, as instituições ganharam fôlego orçamentário e ampliaram a oferta de serviços. Um dos reflexos apontados pelo governo é o aumento de 43% nas cirurgias oncológicas realizadas entre 2022 e 2025.
De acordo com o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, o programa possibilitou a reativação e abertura de mais de 8 mil leitos em todo o território paulista. O impacto também aparece nos números das cirurgias eletivas: em 2025, foram realizados 1,3 milhão de procedimentos, o maior volume já registrado na rede estadual do SUS. O total representa crescimento de 85,7% em relação a 2022. Somados os últimos três anos, o Estado contabiliza 3,5 milhões de cirurgias.
Outros indicadores assistenciais também apresentaram avanço. As internações de alta complexidade cresceram 37,9% no período analisado. As cirurgias bucomaxilofaciais mais que dobraram, com alta de 116%, enquanto os procedimentos neurológicos aumentaram 60%. Já as cirurgias de mama registraram expansão de 30% até 2025, na comparação com 2022.
O fortalecimento da rede hospitalar também se reflete em relatos de pacientes atendidos por unidades beneficiadas pelo programa. Em Rancharia, o Hospital e Maternidade local recebeu R$ 15,5 milhões por meio da Tabela SUS Paulista, o que contribuiu para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera para procedimentos cirúrgicos.
Segundo o governo estadual, os dados detalhados dos repasses por instituição estão disponíveis para consulta pública, como parte da política de transparência adotada pela gestão.
