Supermercados passam a poder vender remédios com regras específicas

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Supermercados passam a poder vender remédios com regras específicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que promete mudar a rotina de quem faz compras no dia a dia — e também levantar questionamentos. A partir de agora, supermercados poderão vender medicamentos, desde que sigam uma série de regras específicas.

A novidade, que já era defendida há anos por setores do comércio, autoriza os estabelecimentos a criarem espaços próprios para funcionamento de farmácias ou drogarias dentro de suas dependências. Mas não é simplesmente colocar remédio na prateleira ao lado do arroz.

A legislação exige que esses produtos sejam vendidos em uma área separada, exclusiva para atividade farmacêutica, longe das gôndolas comuns. Ou seja, nada de misturar analgésico com promoção de biscoito.

Outro ponto central é a obrigatoriedade da presença de um farmacêutico habilitado durante todo o período de funcionamento. Sem esse profissional, não há venda — uma tentativa clara de evitar o uso indiscriminado de medicamentos.

E tem mais: no caso de remédios sujeitos a controle especial, o processo precisa ser ainda mais rigoroso. A venda só pode ser concluída após o pagamento ou, alternativamente, o produto deve ser levado ao cliente em embalagem lacrada, segura e devidamente identificada.

A nova regra foi oficializada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23) e já começa a gerar discussões.

De um lado, há quem veja praticidade: resolver tudo em um só lugar, sem precisar passar em uma farmácia separada. Do outro, surgem dúvidas inevitáveis: será que essa facilidade pode incentivar a automedicação? Os supermercados estão preparados para assumir esse papel?

No fim das contas, a mudança coloca mais uma vez o consumidor no centro da questão — com mais conveniência, mas também com mais responsabilidade.

E você, compraria remédio no supermercado ou ainda prefere a farmácia tradicional?