
As projeções climáticas mais recentes acenderam um alerta global: um possível super El Niño pode se formar entre 2026 e 2027 e se tornar o mais intenso dos últimos 140 anos.
Segundo análises baseadas em dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF) e divulgadas pelo Washington Post, o fenômeno pode provocar uma onda de impactos extremos em diferentes regiões do planeta, incluindo calor recorde, secas severas, enchentes e aumento de eventos climáticos intensos.
Especialistas apontam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial pode ultrapassar os dois graus Celsius, condição que caracteriza um super El Niño. Quando isso acontece, o oceano libera uma quantidade muito maior de calor para a atmosfera, afetando diretamente o clima global.
Entre os efeitos previstos estão secas severas em partes da América Central, norte do Brasil, África, Austrália e Indonésia, além de chuvas torrenciais e enchentes em países próximos à linha do Equador, como Peru e Equador.
As projeções também indicam aumento das ondas de calor na América do Sul, Europa, Oriente Médio, Índia e sul dos Estados Unidos. Já o Pacífico pode registrar maior atividade de ciclones e tufões.
Outro ponto que preocupa especialistas é o impacto na agricultura e no abastecimento de água, já que mudanças no regime de chuvas podem comprometer plantações e agravar crises hídricas em diversas regiões.
Apesar do sinal de alerta, cientistas reforçam que ainda existe incerteza sobre a intensidade final do fenômeno, já que não existem dois eventos de El Niño exatamente iguais principalmente em um cenário de aquecimento global cada vez mais intenso.
