Para muitos jovens que cresceram nos anos 2000 e 2010, poucos carros despertavam tanto desejo quanto um Honda Civic. O sedã virou símbolo de status, ganhou fama pela confiabilidade e, especialmente com o New Civic, tornou-se o sonho de consumo de uma geração.
Hoje, porém, aquele carro que já esteve por toda parte está se tornando uma raridade nas concessionárias brasileiras.
Entre janeiro e julho de 2026, apenas 34 unidades do Honda Civic foram emplacadas no Brasil. Para efeito de comparação, em todo o ano passado foram 999. Em 2008, no auge de sua popularidade, o modelo chegou a superar 67 mil unidades vendidas no país.
A Honda não anunciou oficialmente o fim do Civic por aqui. O sedã continua disponível no site da fabricante, atualmente com preços a partir de R$ 266.500. O que mudou completamente foi seu posicionamento.
O Civic tem uma ligação histórica com a própria Honda no Brasil. Quando a fabricante inaugurou sua fábrica de Sumaré (SP), em 1997, foi ele o escolhido para iniciar a produção nacional.
Durante 24 anos, diferentes gerações saíram da fábrica brasileira e protagonizaram uma histórica rivalidade com o Toyota Corolla. O cenário começou a mudar em 2021, quando o último Civic nacional deixou a linha de produção.
A geração seguinte retornou em 2023, mas importada da Tailândia, exclusivamente híbrida e posicionada em uma categoria muito mais sofisticada e cara.
O atual Civic combina motor 2.0 a gasolina com dois motores elétricos. Enquanto isso, modelos como City, HR-V e WR-V assumiram o papel de maior volume dentro da Honda.
O Civic passou, assim, de um dos pilares da montadora no país para um produto importado e de nicho.
Para quem cresceu vendo o New Civic nas ruas, desejando suas versões mais completas ou imaginando um exemplar na garagem, os números trazem uma sensação inevitável de nostalgia: um dos carros mais desejados por uma geração está, aos poucos, tornando-se uma raridade no Brasil.
