Um estudo recente revelou que crianças que ganham smartphones antes dos 13 anos têm maior risco de desenvolver problemas de saúde mental na juventude. A pesquisa, publicada no Journal of Human Development and Capabilities, ouviu mais de 100 mil jovens entre 18 e 24 anos e encontrou relação direta entre o uso precoce de celulares e sintomas como agressividade, isolamento, baixa autoestima e até pensamentos suicidas.
Entre os dados mais preocupantes, meninas que tiveram acesso ao aparelho antes dos 13 anos relataram menor autoconfiança e resiliência emocional. Nos meninos, os efeitos mais notados foram a queda na empatia e maior dificuldade para manter a calma. Um dado alarmante mostra que quase metade das meninas que usavam smartphones aos 5 ou 6 anos já teve pensamentos suicidas sérios — número bem mais alto do que os 28% entre as que começaram após os 13.
Os pesquisadores apontam fatores como o uso excessivo de redes sociais, cyberbullying, falta de sono e conflitos familiares como gatilhos para esses problemas. Como forma de prevenção, eles sugerem que o acesso a smartphones e redes sociais seja adiado até, pelo menos, os 14 anos. Também recomendam incentivar hábitos digitais mais saudáveis, manter o diálogo constante com os filhos e, quando necessário, optar por celulares mais simples que não conectem à internet.
