Após uma reunião entre os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Fernando Haddad (Fazenda) com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, no dia 8 de junho, o governo Lula liberou R$ 336 milhões em emendas parlamentares. O valor representa cerca de 5,3% dos R$ 6,3 bilhões previstos para 2024 e marca uma tentativa do Planalto de reduzir tensões com o Congresso.
Apesar do repasse recente, o governo entra no segundo semestre com apenas 12,6% das emendas autorizadas efetivamente pagas. A lentidão no repasse é reflexo do atraso na aprovação do Orçamento — só concluída no fim de março — e de conflitos entre os Poderes, incluindo cobranças do STF sobre a transparência no uso desses recursos.
A demora tem gerado insatisfação generalizada no Congresso. Até parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, têm buscado interlocução com lideranças petistas para pedir a liberação das verbas. Segundo deputados, a falta de repasses tem dificultado o avanço de pautas do Executivo no Legislativo, ampliando o desgaste político do governo e dificultando articulações, especialmente em torno da meta fiscal.
