São Paulo tem queda na taxa de desemprego no 2º trimestre de 2026

CARTEIRA
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Total de pessoas ocupadas com carteira assinada no setor privado em São Paulo foi o maior entre todas as unidades da Federação: 11,650 milhões de pessoas

O estado de São Paulo registrou taxa de desemprego de 5,4% no 2º trimestre deste ano, menor que registrada no 1º trimestre (6%) e igual à média nacional. Os dados foram disponibilizados pelo IBGE e divulgados pela Fundação Seade.

A menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, foi registrada no quarto trimestre de 2025: 4,7%, inferior à taxa de desemprego nacional (5,1%) e que da região Sudeste (4,8%).

O total de pessoas ocupadas com carteira assinada no setor privado em São Paulo foi o maior entre todas as unidades da Federação: 11,650 milhões de pessoas – alta de 0,6% em relação ao trimestre passado e de 0,4% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No Brasil, o total ficou em 39,419 milhões. Assim, o estado responde por cerca de 30% do total de trabalhadores com carteira assinada no país e 60% da região Sudeste. O levantamento do IBGE mostra que o número de trabalhadores com carteira assinada atingiu o patamar de 11 milhões a partir do 4º trimestre de 2023, o maior da série histórica.

O percentual de empregados com carteira assinada foi de 82% dos trabalhadores do setor privado no estado, segundo maior do país. No Brasil, o índice geral ficou em 74,4%.

O total de pessoas ocupadas (incluindo trabalhadores do setor privado e público com e sem carteira assinada, domésticos, informais e por conta própria com CNPJ) era de 24,554 milhões no estado – mesmo número do trimestre anterior e 0,8% maior ante o mesmo trimestre do ano passado. No país, os ocupados somavam 103,057 milhões. Ou seja, o estado foi responsável por 24% do total no Brasil. A expansão do número de ocupados se intensificou no 4º trimestre de 2024, quando atingiu o patamar de 24 milhões de ocupados no estado.

Já o número de desocupados na força de trabalho era de 1,391 milhão – queda de 10,9% ante o trimestre anterior.

A quantidade de trabalhadores no setor privado do estado atingiu o maior número no 2º trimestre deste ano: 14,214 milhões.

Enquanto a taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,4% da população ocupada, São Paulo teve a quinta menor taxa entre as unidades da Federação (30,1%).

Já o rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas em São Paulo ficou em R$ 4.447, 19% superior ao do país (R$ 3.738) e 8% maior que da região Sudeste (R$ 4.124). Em segundos trimestres, o valor é o maior desde 2015 (R$ 4.487). Além disso, o rendimento médio em SP foi o segundo maior do país, atrás apenas do Distrito Federal (R$ 6.171).

Os dados estão dentro das diretrizes do programa São Paulo na Direção Certa, que apontam o caminho a ser seguido para tornar o Estado mais eficiente, com maior capacidade de atração de investimentos e geração de oportunidades.

Veja as taxas de desemprego registradas trimestre a trimestre desde o início da pesquisa do IBGE:


2026

1º tri: 6%

2º tri: 5,4%


2025

1º tri: 6,3%

2º tri: 5,1%

3º tri: 5,2%

4º tri: 4,7%


2024

1º tri: 7,4%

2º tri: 6,4%

3º tri: 6,1%

4º tri: 5,9%


2023

1º tri: 8,5%

2º tri: 7,8%

3º tri: 7,2%

4º tri: 6,9%


2022

2º tri: 9,2%

3º tri: 8,7%

4º tri: 7,7%


2020 (pandemia afetou pesquisa)

1º tri: 12,3%


2019

1º tri: 13,6%

2º tri: 12,9%

3º tri: 12,2%

4º tri: 11,6%


2018

1º tri: 14,1%

2º tri: 13,8%

3º tri: 13,3%

4º tri: 12,6%


2017

1º tri: 14,4%

2º tri: 13,6%

3º tri: 13,3%

4º tri: 12,8%


2016

1º tri: 12,2%

2º tri: 12,3%

3º tri: 12,9%

4º tri: 12,5%


2015

1º tri: 8,6%

2º tri: 9,2%

3º tri: 9,8%

4º tri: 10,2%


2014

1º tri: 7,3%

2º tri: 7,1%

3º tri: 7,3%

4º tri: 7,2%


2013

1º tri: 7,8%

2º tri: 7,5%

3º tri: 7,4%

4º tri: 6,6%


2012

1º tri: 7,8%

2º tri: 7,5%

3º tri: 7%

4º tri: 6,8%

Veja as taxas de desemprego ano a ano no estado de São Paulo:

2025: 5%

2024: 6,2%

2023: 7,5%

2022: 9,1%

2021: 14,4%

2020: 14,0%

2019: 12,4%

2018: 13,2%

2017: 13,5%

2016: 12,4%

2015: 10,1%

2014: 7,4%

2013: 7,5%

2012: 7,2%