A presença do senador e ex-jogador Romário nos Estados Unidos para comentar a Copa do Mundo de 2026 reacendeu discussões sobre a conciliação entre atividades privadas e funções públicas. Contratado como comentarista esportivo para transmissões do Mundial, o parlamentar decidiu manter o exercício do mandato enquanto participa da cobertura do torneio.
Segundo informações divulgadas por sua assessoria, Romário não solicitou afastamento do cargo de senador e continuará acompanhando as atividades legislativas de forma remota durante sua permanência no exterior. O gabinete afirma que a participação nas transmissões esportivas é compatível com as atribuições parlamentares e que eventuais votações e sessões poderão ser acompanhadas à distância, conforme as regras do Senado.Ao manter o mandato, Romário continuará recebendo seu salário de mais de R$ 46 mil mesmo estando fora do Brasil. Nesta segunda semana de Copa do Mundo, o Senado Federal só tem sessões semipresenciais. Isso significa que os senadores poderão votar via Infoleg, aplicativo próprio do Congresso.
A situação, entretanto, gerou questionamentos entre analistas políticos e parte da opinião pública. Críticos argumentam que a atuação simultânea em um dos maiores eventos esportivos do planeta e no exercício de um mandato eletivo levanta dúvidas sobre a dedicação integral esperada de um senador da República. O tema ganhou repercussão especialmente nas redes sociais, onde usuários passaram a debater os limites entre a atividade parlamentar e compromissos profissionais paralelos.
Por outro lado, defensores da posição do parlamentar lembram que não há impedimento legal para o exercício de atividades privadas compatíveis com a função legislativa, desde que não haja conflito com as obrigações do mandato.
