Durante uma cerimônia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) reforçou sua posição como possível candidato ao governo de Minas Gerais em 2026. O evento, realizado na sexta-feira no Vale do Jequitinhonha, marcou a entrega de obras federais e serviu de palco para Pacheco, ex-presidente do Senado e do Congresso até fevereiro, atacar apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que defendem anistia aos responsáveis pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Pacheco condenou a tentativa de minimizar o ataque às sedes dos três Poderes em Brasília, comparando a narrativa de alguns aliados de Bolsonaro a um “passeio inofensivo”. “Após um plano de golpe, com documentos e destruição de patrimônio público, ainda buscam uma anistia irrestrita. As instituições brasileiras, porém, estão atentas e reagem”, declarou o senador, sem citar nomes específicos, mas apontando aqueles que “resistiram à democracia, negaram a ciência na pandemia e rejeitaram vacinas”.
No palanque, Lula apresentou Pacheco como uma aposta para as eleições mineiras, destacando sua liderança. O senador, por sua vez, elogiou o presidente, afirmando que sua “experiência e prestigio internacional” são essenciais para enfrentar a crise tarifária com os Estados Unidos. “O Brasil nunca precisou tanto de sua liderança para proteger nossa soberania”, afirmou.
A estratégia do PT envolve uma aliança com Pacheco, sacrificando uma candidatura própria em Minas, governado por Romeu Zema (Novo), aliado de Bolsonaro. Zema, conhecido por críticas ao governo Lula, será lançado como pré-candidato à Presidência pelo Novo em 16 de agosto, em São Paulo, após reunião com Bolsonaro que confirmou sua intenção de concorrer.
