Práticas irregulares atribuídas a uma revenda de veículos localizada na Rua Miguel Petroni viraram caso de polícia em São Carlos nesta semana.
Uma comerciante de 26 anos procurou a Polícia Civil e relatou que, em maio de 2025, adquiriu um Honda Civic por R$ 70 mil, pagos à vista. Segundo a vítima, o automóvel foi vendido como quitado e sem débitos. No entanto, ao tentar realizar a transferência, ela descobriu a existência de um gravame vinculado ao antigo proprietário.
A comerciante apurou que o veículo possuía parcelas de financiamento em atraso, informação que teria sido omitida pelo revendedor. Além disso, havia um mandado de busca e apreensão contra o carro, solicitado pelo antigo dono, em razão de pendências financeiras e desacerto comercial com o garagista.
Diante do risco de perder o automóvel, a vítima procurou o vendedor e solicitou outro carro. Inicialmente, foi oferecido um Kia Sportage, mas acabou recebendo um Nissan Kicks, acreditando que estaria em situação regular. Posteriormente, o verdadeiro proprietário do Nissan a procurou, informando que havia deixado o veículo na loja para venda e decidiu reavê-lo após tomar conhecimento de problemas comerciais envolvendo o revendedor.
O dono do Nissan registrou boletim de ocorrência por apropriação indébita contra o responsável pela loja. À imprensa, o empresário afirmou que um suposto sócio, que investia recursos no negócio, teria deixado a cidade e causado um grande prejuízo financeiro. Ele disse que enfrenta dificuldades pessoais e de saúde, mas que pretende resolver as pendências.
A Junta Comercial do Estado de São Paulo informou, contudo, que não há registro de outro sócio na empresa além do próprio e sua ex-esposa. O empresário afirmou que a ex-companheira já teria se desligado da sociedade, com alteração registrada no órgão.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
