Renúncia do vice-prefeito expõe crise política precoce na gestão de Ibaté

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Renúncia do vice-prefeito expõe crise política precoce na gestão de Ibaté

A renúncia do vice-prefeito de Ibaté, Damião Sousa (PV), anunciada nesta quarta-feira (18), aprofunda um cenário de instabilidade na administração municipal, que tem pouco mais de um ano e dois meses de mandato. O comunicado foi feito por meio de vídeo publicado nas redes sociais.

No pronunciamento, Sousa afirmou que decidiu deixar o cargo após conversas com a esposa, familiares e aliados. Alegou divergências quanto à condução da gestão e mencionou dificuldades internas, especialmente no relacionamento com secretários municipais. Segundo ele, a percepção de lentidão nas decisões administrativas foi determinante para a saída.

Embora tenha ressaltado não possuir divergências pessoais com o prefeito Ronaldo Venturi (PSD), o gesto político evidencia fissuras na base do governo em um momento ainda inicial do mandato. A ruptura ocorre em meio a comentários recorrentes de insatisfação popular com a condução administrativa, segundo relatos de bastidores e manifestações nas redes sociais.

Ao justificar a decisão, o ex-vice-prefeito afirmou que não permaneceria no cargo sem conseguir contribuir de forma efetiva para a cidade, sustentando que não se sentiria confortável em seguir recebendo recursos públicos sem entregar resultados concretos. A esposa, Danielle Inocêncio, que participou do vídeo, afirmou que a decisão foi refletida e não tomada por impulso.

O episódio abre uma crise política considerada por interlocutores como inédita na atual legislatura, dado o curto período de governo. A saída do vice fragiliza a articulação interna e lança dúvidas sobre a estabilidade administrativa nos próximos meses.

Até o momento, a Prefeitura de Ibaté não se manifestou oficialmente sobre a renúncia nem sobre os desdobramentos políticos da decisão.

Diante do cenário, a pergunta que permanece é: quais serão os próximos movimentos do governo municipal e que impactos a ruptura trará para a governabilidade em Ibaté?