Região central de São Carlos recebe 110 contêineres para lixo e reforça combate a enchentes

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Região central de São Carlos recebe 110 contêineres para lixo e reforça combate a enchentes

A área central de São Carlos começou a passar por uma mudança estrutural na coleta de resíduos. A partir desta sexta-feira (20), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos iniciou, em parceria com a São Carlos Ambiental, a instalação de cerca de 110 contêineres em pontos estratégicos da região, marcando a adoção de um novo modelo baseado na conteinerização.

A iniciativa integra um conjunto de políticas públicas voltadas à modernização dos serviços urbanos e faz parte da primeira fase do programa “São Carlos Mais Bonita”. Os equipamentos estão sendo distribuídos principalmente na região da Baixada do Mercado Municipal e no calçadão da General Osório, com فاصamentos que variam entre 50 e 100 metros, facilitando o acesso de comerciantes e moradores.

O objetivo central é reorganizar o descarte de resíduos sólidos, reduzindo o acúmulo de lixo nas vias e ampliando a eficiência da coleta. Com os contêineres disponíveis 24 horas por dia, a proposta é que os resíduos sejam depositados diretamente nos recipientes, eliminando a prática comum de deixar sacos nas calçadas. A coleta seguirá sendo realizada diariamente no período noturno, sem mudanças no cronograma.

Além da questão operacional, a medida também dialoga com um problema recorrente na cidade: os alagamentos na região central. De acordo com o prefeito Netto Donato, a iniciativa contribui diretamente para minimizar esse tipo de ocorrência.

“A instalação dos contêineres ajuda a evitar que sacos de lixo sejam arrastados para bueiros durante chuvas intensas, reduzindo o risco de entupimentos e, consequentemente, de enchentes”, afirmou.

Outro efeito esperado é a melhoria das condições de limpeza urbana, inclusive com a redução da ação de pessoas que rasgam sacos de lixo em busca de materiais recicláveis, o que frequentemente espalha resíduos pelas ruas.

Os novos equipamentos passarão por higienização periódica, com lavagem a cada 30 dias — ou em intervalos menores, se necessário — realizada por caminhão especializado, sem descarte de resíduos líquidos nas vias públicas. Também foi criado um canal direto via WhatsApp para comunicação com comerciantes, além da atuação de equipes de educação ambiental que irão orientar sobre o uso correto dos contêineres.

O uso será restrito a resíduos domésticos e comerciais comuns. Materiais como entulho, móveis, resíduos de saúde ou itens com brasas estão proibidos, devendo ser destinados a serviços específicos já existentes no município, como ecopontos e coletas especializadas.

Segundo o superintendente de Negócios da empresa responsável pela operação, João Paulo Mota, o projeto representa um avanço técnico na gestão de resíduos. “Trata-se de uma solução alinhada com cidades que buscam mais eficiência e segurança na coleta, com potencial de expansão futura”, afirmou.

Já o presidente do SAAE, Derike Contri, destacou que a medida segue a diretriz de modernização dos serviços públicos. “Estamos investindo em tecnologia e integração com a população para melhorar a qualidade de vida na cidade”, disse.

A iniciativa também está diretamente relacionada à chamada taxa do lixo, implementada no município como forma de custear serviços de coleta e destinação de resíduos. A conteinerização, nesse contexto, surge como uma contrapartida prática desse modelo, com foco em eficiência, limpeza urbana e sustentabilidade.

A expectativa da administração municipal é que, após essa fase inicial, o sistema seja gradualmente ampliado para outros bairros, consolidando uma nova lógica de gestão de resíduos em toda a cidade.