Reajuste do INSS fica abaixo da inflação e gera perda para quem recebe acima do mínimo

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Reajuste do INSS fica abaixo da inflação e gera perda para quem recebe acima do mínimo

As aposentadorias e pensões do INSS com valor acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% em 2026, conforme índice do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) divulgado pelo IBGE. A correção passa a valer a partir de fevereiro e alcança cerca de 13,25 milhões de beneficiários em todo o país.

Com o reajuste, o teto do INSS sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Os novos valores foram confirmados pelo Ministério da Previdência Social e também impactam as contribuições previdenciárias descontadas dos salários de trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos.

Segundo a Previdência, a nova tabela de contribuição está em vigor desde 1º de janeiro, mas os descontos com valores atualizados começam a ser aplicados nos pagamentos feitos em fevereiro. Para quem recebe salário igual ou superior ao teto do INSS, o desconto máximo mensal passará a ser de R$ 988,09.

O reajuste de 3,90% é o menor aplicado desde 2023, quando o índice havia sido de 3,71%. Em 2025, o percentual foi maior, de 4,77%. Mesmo assim, o aumento concedido em 2026 fica abaixo da inflação oficial do país, medida pelo IPCA, o que representa perda do poder de compra para quem recebe acima do piso previdenciário.

Já os beneficiários que recebem o salário mínimo terão reajuste maior. O piso nacional subiu para R$ 1.621, com aumento de 6,79%, incluindo ganho real de 2,5%, conforme a política aprovada pelo Congresso Nacional dentro das regras do novo arcabouço fiscal.

Os pagamentos com os valores corrigidos começam a ser feitos entre 2 e 6 de fevereiro para quem recebe acima do mínimo. Já os benefícios atrelados ao piso nacional começam a ser pagos a partir de 26 de janeiro.