A queda da patente da semaglutida, substância presente em medicamentos como o Ozempic, gerou grande expectativa entre a população brasileira, que acreditava em uma redução imediata nos preços com a chegada de versões mais baratas. No entanto, apesar do fim da exclusividade nesta sexta-feira (20), o cenário ainda não mudou nas farmácias.
Atualmente, o Brasil não possui alternativas nacionais aprovadas, e os preços seguem elevados. A expectativa agora é que ao menos uma nova caneta chegue ao mercado até junho, após análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ao todo, existem 15 pedidos de registro em análise no país, mas nenhum foi aprovado até o momento. Entre os mais avançados estão os das farmacêuticas EMS e Ávita Care, que aguardam retorno após solicitação de esclarecimentos feita pela Anvisa no início de março. As empresas têm até 120 dias para responder.
Especialistas explicam que a demora está ligada à complexidade da própria substância. A semaglutida é considerada um composto que exige análises rigorosas para comprovação de segurança e eficácia, o que torna o processo regulatório mais longo.
A patente pertencia à farmacêutica Novo Nordisk há cerca de 20 anos, e a empresa tentou estender esse prazo na Justiça, sem sucesso. Com o fim da exclusividade, outras empresas passaram a investir no desenvolvimento de versões próprias.
Apesar da animação inicial do público com a possibilidade de medicamentos mais acessíveis, a queda nos preços ainda depende da aprovação dessas novas opções, o que deve ocorrer de forma gradual nos próximos meses.
