Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 38%.
O resultado representa uma mudança em relação aos levantamentos anteriores, que indicavam empate técnico entre os dois desde março. Na pesquisa divulgada em maio, Lula tinha 42% e Flávio Bolsonaro aparecia com 41%. Em abril, o senador chegou a liderar numericamente, com 42% contra 40% do presidente.
De acordo com a Quaest, esta é a primeira pesquisa realizada após a divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado e preso por suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.
O levantamento também foi realizado após recentes medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos que impactaram o Brasil, incluindo tarifas comerciais e a classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Segundo dados apresentados pela pesquisa, 65% dos entrevistados consideram que Flávio Bolsonaro errou ao solicitar recursos a Vorcaro para financiar a produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, 58% afirmam acreditar que o senador pode estar escondendo algum envolvimento irregular com o Banco Master, enquanto 62% consideram que ele sabia das suspeitas envolvendo o banqueiro.
A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre as recentes medidas adotadas pelos Estados Unidos. O eleitorado aparece dividido em relação à classificação das facções criminosas como organizações terroristas: 45% concordam com a medida e outros 45% discordam.
Já sobre os impactos econômicos, 53% dos entrevistados afirmaram acreditar que as punições anunciadas pelo governo norte-americano podem prejudicar empresas e instituições financeiras brasileiras.
O levantamento reforça uma recuperação de Lula nas simulações de segundo turno, embora a disputa continue mais equilibrada do que em meados de 2025, quando o presidente chegou a registrar uma vantagem de até 16 pontos sobre possíveis adversários.
