Quem pretende fazer um churrasco vai precisar preparar o bolso. A picanha, um dos cortes bovinos mais tradicionais entre os brasileiros, acumulou alta de 10,66% no primeiro semestre de 2026, segundo dados da prévia da inflação de junho.
O aumento faz parte de uma elevação generalizada no preço das carnes bovinas. Além da picanha, o filé-mignon também registrou forte valorização, com alta de 10,2% no mesmo período.
De acordo com especialistas, um dos principais motivos para o aumento é a forte demanda da China pela carne brasileira. A corrida dos frigoríficos para exportar ao mercado chinês reduziu a oferta disponível no Brasil, pressionando os preços para os consumidores.
A expectativa é que os cortes bovinos continuem ficando mais caros até o fim do ano. Entre os fatores apontados estão os impactos do fenômeno El Niño sobre a produção pecuária e o aumento da demanda internacional, especialmente por parte da China e dos Estados Unidos.
Apesar da suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia a partir de setembro, analistas avaliam que a medida deve ter impacto financeiro limitado, afetando principalmente a imagem do setor no mercado internacional.
Com isso, quem pretende reunir a família ou os amigos para um churrasco poderá encontrar a tradicional picanha ainda mais cara nos próximos meses.
