PF investiga suposta “mesada” de até R$ 500 mil ligada a Ciro Nogueira

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(Foto: Reprodução/Esfera Brasil)/ Ciro Nogueira (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A Polícia Federal colocou o senador Ciro Nogueira no centro de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político envolvendo o Banco Master. Segundo a investigação, o parlamentar teria recebido pagamentos mensais que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, supostamente operacionalizados por pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A ação da PF cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (7), autorizados pelo ministro André Mendonça. Os investigadores afirmam que a relação entre o senador e o grupo investigado ultrapassaria vínculos políticos comuns, apontando indícios de vantagens financeiras e atuação em favor de interesses privados no Congresso Nacional.

Entre os pontos investigados está a chamada “Emenda Master”, proposta que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF. A PF suspeita que a medida beneficiaria diretamente o Banco Master. Mensagens encontradas durante a investigação indicariam que o texto teria sido elaborado por integrantes ligados ao banco antes de chegar ao Senado.

Os relatórios também citam supostos benefícios ao senador, como uso de imóvel de alto padrão, custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas pessoais. Conversas interceptadas mostram discussões sobre pagamentos mensais e possíveis atrasos nos repasses.

A defesa de Ciro Nogueira afirmou que acompanha a operação e negou qualquer irregularidade, dizendo que o senador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. A investigação segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.