PF investiga aplicação de R$ 400 milhões da Previdência Social do Estado do Amapá no Banco Master

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PF investiga aplicação de R$ 400 milhões da Previdência Social do Estado do Amapá no Banco Master

A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Zona Cinzenta, que investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, autorizados pela 4ª Vara da Justiça Federal.

Entre os alvos está Jocildo Silva Lemos, presidente da Amapá Previdência (Amprev). A apuração mira a aplicação de R$ 400 milhões do RPPS/AP em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, operação classificada pelos investigadores como de alto risco.

De acordo com a PF, as transações teriam exposto o patrimônio da autarquia previdenciária a um nível de risco incompatível com sua finalidade, que é garantir a segurança dos recursos destinados ao pagamento de benefícios. As diligências buscam reunir documentos e informações para esclarecer a legalidade das decisões e eventuais responsabilidades.

O caso se soma a outras investigações envolvendo aplicações em ativos ligados ao Banco Master. Na última terça-feira (3), um ex-presidente de instituto previdenciário estadual foi preso temporariamente em apuração semelhante sobre aportes elevados em fundos do conglomerado da instituição. Para a PF, essas operações financeiras teriam colocado em risco recursos públicos de natureza previdenciária.

O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, após a autoridade monetária identificar grave crise de liquidez, com insuficiência de recursos para honrar compromissos com clientes e investidores. As investigações seguem em andamento.