A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com base em mensagens que revelam um conflito familiar e ações políticas nos Estados Unidos. Em conversas no WhatsApp, Eduardo expressa indignação após Jair, em entrevista ao Poder360 em 15 de julho de 2025, chamá-lo de imaturo por divergências com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Usando palavrões, o deputado critica o pai, mas, na madrugada seguinte, pede desculpas e publica no X uma mensagem conciliatória com Tarcísio.
O pastor Silas Malafaia também reprovou a atitude de Jair, chamando-a de “erro estratégico” em mensagem ao ex-presidente, destacando o trabalho de Eduardo nos EUA, onde ele articula sanções contra autoridades brasileiras, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes, via Lei Magnitsky. A PGR abriu inquérito em maio, acusando Eduardo de coação, obstrução de justiça e atentado à soberania nacional. Em nota, o deputado negou interferência em processos judiciais e criticou o vazamento das conversas.
Eduardo, nos EUA desde março, se reuniu com autoridades do governo Trump, como Scott Bessent, para discutir sanções e apontar supostas irregularidades financeiras de Moraes. A PF considera as ações do parlamentar uma tentativa de pressionar o STF, enquanto ele alega perseguição política.
