Pesquisa da UFSCar busca voluntárias para estudar uso de plantas medicinais no alívio dos fogachos da menopausa

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Foto: Pexels

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende investigar alternativas ao tratamento convencional dos fogachos — as ondas de calor que estão entre os sintomas mais frequentes da menopausa e atingem grande parte das mulheres nessa fase da vida.

O estudo parte da necessidade de ampliar as opções terapêuticas disponíveis, especialmente para mulheres que não podem ou preferem não utilizar terapia hormonal. Além do desconforto físico, os fogachos podem interferir diretamente na qualidade do sono, no bem-estar emocional e até nas atividades profissionais do dia a dia.

A pesquisa integra o projeto de pós-doutorado da pesquisadora Patricia Correa Dias e conta com a colaboração da doutoranda Rita Cristina Cotta Alcântara, vinculada ao Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PIPGCF). A orientação é do professor Gerson Jhonatan Rodrigues, do Departamento de Ciências Fisiológicas da UFSCar.

Segundo os pesquisadores, embora a Terapia de Reposição Hormonal seja amplamente utilizada no controle dos sintomas da menopausa, ela exige avaliação médica individualizada, principalmente em casos com fatores de risco para determinadas condições de saúde. Nesse cenário, o estudo pretende avaliar o potencial terapêutico da fitoterapia, prática reconhecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como recurso complementar em saúde.

A proposta é testar o efeito de duas plantas medicinais já conhecidas em práticas tradicionais: a Morus nigra, conhecida como amora-preta, e a Angelica sinensis, popularmente chamada de Dong Quai. O ensaio clínico vai comparar os resultados do uso das tinturas dessas plantas com um grupo placebo para medir possíveis efeitos na redução da frequência e intensidade dos fogachos.

Além do acompanhamento dos sintomas, os pesquisadores também irão analisar indicadores relacionados à qualidade de vida, saúde cardiovascular e exames laboratoriais, buscando uma avaliação mais ampla dos efeitos do tratamento.

Para participar, a equipe está recrutando mulheres entre 40 e 65 anos, que estejam sem fluxo menstrual há pelo menos 12 meses e apresentem episódios de fogachos. As participantes passarão por avaliações presenciais na UFSCar, incluindo entrevistas, medições corporais e coleta de sangue antes e após o período de acompanhamento.

O tratamento terá duração de oito semanas, com monitoramento contínuo da equipe responsável. Não poderão participar mulheres que tenham realizado terapia hormonal nos últimos seis meses ou que apresentem doenças renais, hepáticas ou diagnóstico de câncer.

Ao todo, estão disponíveis 45 vagas, com inscrições abertas até 15 de junho. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (91) 99991-9917. O projeto possui aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar.