Entre uma visita e outra ao 38º Batalhão da Polícia Militar do Interior para apurar ocorrências, em São Carlos, a reportagem do São Carlos no Toque se deparou com uma figura fraterna, acolhedora e sempre pronta para ouvir: o capelão Jarbas Antônio Valentim.
Há 15 anos, ele realiza um trabalho voluntário de assistência espiritual junto à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros. Mas afinal, o que faz um capelão?
Segundo Jarbas, a missão vai muito além da religião. O papel do capelão é oferecer apoio emocional, espiritual e humano aos profissionais que atuam diariamente em situações de grande pressão.
“O trabalho de um capelão é uma assistência espiritual. Ele pode ser evangélico, pode ser católico, mas vai dar assistência espiritual aos policiais, aos atiradores, às GCMs”, explica.
Pastor da Igreja Batista, Jarbas atua ao lado do padre Tadeu Germano, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, e do pastor Jair, da Igreja Presbiteriana Filadélfia. Juntos, eles formam a equipe de capelania de São Carlos.
Uma das principais características do trabalho é justamente a neutralidade religiosa. O capelão não faz distinção entre crenças, denominações ou convicções pessoais. O objetivo é acolher e orientar quem precisa, independentemente da fé professada.
“Somos capelães 24 horas por dia. A qualquer momento que convocarem, tanto a mim quanto aos outros dois que trabalham comigo, estaremos à disposição”, afirma.
Jarbas iniciou sua trajetória na capelania junto ao Corpo de Bombeiros e, ao longo dos anos, expandiu a atuação para as companhias da PM, o Tiro de Guerra e a Guarda Municipal.
Entre as histórias que marcaram sua caminhada, ele relembra o atendimento a um jovem do Tiro de Guerra que, por questões religiosas, acreditava não poder cantar o Hino Nacional e pensava em abandonar o serviço.
“Fui conversar com ele, mostrar que aquilo não significava o que ele imaginava. Trabalhamos com ele até que se acalmasse e continuasse no Tiro de Guerra”, conta.
Em um ambiente onde a rotina é marcada por desafios e situações extremas, a presença de um capelão representa um apoio silencioso, mas fundamental para aqueles que dedicam suas vidas a proteger a população.
