O achado de um passaporte em Portugal reacendeu o mistério em torno do caso Eliza Samudio e voltou a movimentar debates nas redes sociais. O documento da modelo, assassinada em 2010, foi localizado em uma estante de livros dentro de uma residência portuguesa, levantando novas teorias e especulações sobre o crime que chocou o país.
O passaporte foi encontrado em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa no dia 2 de janeiro de 2026. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o documento está vencido e cancelado e será encaminhado a Brasília antes de ser repassado à família de Eliza. Apesar de o corpo nunca ter sido localizado, a Justiça brasileira declarou oficialmente a morte da vítima em 2013.
A descoberta ganhou ainda mais repercussão após declarações do ex-delegado Edson Moreira, responsável pela investigação do caso, que afirmou que o passaporte pode ter relação com um possível envolvimento de Eliza com o jogador Cristiano Ronaldo. A informação alimentou especulações na internet, incluindo teorias de que a modelo poderia estar viva, hipótese descartada pelas autoridades.
Eliza Samudio desapareceu em 2010, aos 25 anos, e era mãe de um filho recém-nascido do goleiro Bruno Fernandes de Souza. Na época, o atleta era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade. Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por homicídio triplamente qualificado, além de outras penas por sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.
Mesmo passados mais de 15 anos, o caso segue cercado de lacunas, especialmente pela ausência do corpo da vítima. O surgimento do passaporte em território europeu reabre questionamentos e mantém viva a curiosidade pública sobre um dos crimes mais emblemáticos da história recente do país.
