Viajar de avião pesou mais no bolso dos brasileiros em agosto. O preço médio das passagens aéreas em voos domésticos chegou a R$ 776,87, maior valor registrado desde dezembro de 2024, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Na comparação com agosto de 2025, o aumento foi de 14,5%. A alta também foi expressiva de um mês para o outro: em julho deste ano, a tarifa média estava em R$ 701,27, o que representa um avanço de 10,8% em apenas um mês.
O levantamento considera a chamada tarifa aérea real média, ou seja, o valor médio pago pelo passageiro pelo transporte, já corrigido pela inflação. Taxa de embarque e serviços adicionais, como despacho de bagagem e escolha de assento, não entram na conta.
Outro dado ajuda a explicar a sensação de passagens mais caras. Entre julho de 2024 e agosto de 2026, 47,2% dos assentos foram vendidos por até R$ 500. Considerando somente agosto deste ano, essa proporção caiu para 34,8%.
O combustível utilizado pelos aviões também encareceu. O querosene de aviação (QAV) chegou a R$ 4,98 por litro em agosto, alta de 18,8% em relação ao mesmo período de 2025. O combustível representa um dos principais custos das companhias aéreas.
Também aumentou o valor recebido pelas empresas por passageiro e por quilômetro voado. O chamado yield aéreo real chegou a R$ 0,5834 por quilômetro em agosto, ficando 12,2% acima da média observada entre julho de 2024 e agosto de 2026.
