Padre Júlio Lancellotti vira alvo de representação após denúncia envolvendo recursos da igreja

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Padre Júlio Lancellotti vira alvo de representação após denúncia envolvendo recursos da igreja

O vereador Thomaz Henrique (PL), de São José dos Campos, apresentou uma representação canônica à Arquidiocese de São Paulo contra o padre Júlio Lancellotti. O documento foi protocolado na última quinta-feira (7) e acusa o sacerdote de utilizar recursos da Paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca, para custear despesas de um processo judicial movido em nome próprio.

Segundo a denúncia, duas guias do Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) teriam sido pagas com dinheiro da conta bancária da paróquia. Uma delas, no valor de R$ 450, foi quitada em fevereiro de 2025. A outra, de R$ 1,2 mil, teria sido paga em novembro do mesmo ano.

Os valores estariam ligados a uma ação movida por Júlio Lancellotti contra a vereadora Janaina Ballaris (União Brasil), de Praia Grande. O padre pediu indenização de R$ 30 mil por danos morais após declarações feitas pela parlamentar em entrevista. O pedido, porém, foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

De acordo com a representação, os documentos anexados apontam que as guias estavam emitidas em nome de Lancellotti, com CPF do sacerdote e referência direta ao processo judicial. Ainda segundo a denúncia, os pagamentos teriam sido realizados por meio da conta vinculada ao CNPJ da Paróquia São Miguel Arcanjo.

O vereador também anexou documentos da Receita Federal e imagens do site da igreja e do perfil do padre nas redes sociais, onde aparecem os dados bancários utilizados para doações à paróquia.

Até o momento, padre Júlio Lancellotti e a Arquidiocese de São Paulo não haviam se pronunciado oficialmente sobre a representação.