O ano de 2026 marca o fim de uma era no Brasil com a retirada definitiva dos orelhões, os tradicionais telefones públicos que por décadas fizeram parte do cotidiano da população. A medida começa a valer a partir de janeiro, após o encerramento das concessões da telefonia fixa no país.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ainda existem cerca de 38 mil aparelhos espalhados pelo território nacional. Em São Carlos, 103 orelhões ainda permanecem instalados, resistindo ao avanço das tecnologias móveis.
Com o fim dos contratos, operadoras como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura dos telefones públicos. A retirada, no entanto, não ocorrerá de forma imediata em todos os municípios.
A partir de janeiro, a Anatel dará início à remoção em massa de carcaças e aparelhos já desativados. Os orelhões só serão mantidos temporariamente em cidades onde não exista cobertura de telefonia celular, e mesmo nesses locais o serviço deverá permanecer apenas até 2028.
O processo de desativação já vinha acontecendo nos últimos anos. De acordo com dados da Anatel, em 2020 o Brasil ainda contava com cerca de 202 mil orelhões em funcionamento nas ruas, número que caiu drasticamente com a popularização dos celulares e da internet móvel.
