Operação desarticula grupo acusado de desviar combustível e causar prejuízo milionário em Cravinhos

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SSP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu sete pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa interestadual envolvida no desvio de combustível de uma empresa do setor petrolífero em Cravinhos, na região de Ribeirão Preto. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 5 milhões, considerando o produto subtraído, os danos causados à estrutura e os reflexos operacionais da ação.

A ofensiva, denominada Operação Sangria, foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Deic, vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior 3 (Deinter 3). Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em cidades paulistas como Campinas, Paulínia, Leme, Artur Nogueira, Conchal, Ribeirão Preto e Jardinópolis, além de diligências em Minas Gerais e Tocantins.

Após mais de seis meses de apuração, os investigadores identificaram uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação em pelo menos três estados: São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Segundo a polícia, o grupo atuava de forma coordenada, desde a extração clandestina do combustível até a distribuição do produto no mercado ilegal.

O apontado como líder do esquema foi localizado em uma chácara em Artur Nogueira. Também foram cumpridos mandados em duas distribuidoras de combustíveis suspeitas de integrar o escoamento do material desviado. Um empresário do ramo foi preso em Campinas.

Entre os detidos estão motoristas, proprietários de caminhões e suspeitos responsáveis por perfurar e acessar dutos subterrâneos. Em Monte Alegre (MG), um funcionário terceirizado da empresa vítima foi preso sob suspeita de fornecer informações internas ao grupo.

Durante as investigações, a Polícia Civil ainda identificou furtos em outros dois dutos de óleo diesel, nas cidades de Araporã (MG) e Gamaleira (GO). Celulares e equipamentos de informática foram apreendidos e serão analisados para aprofundar a apuração, especialmente quanto à movimentação financeira e possíveis novos envolvidos.

Os investigados devem responder por roubo impróprio, receptação qualificada e organização criminosa.