Uma ocupação iniciada às 6h da manhã deste domingo (3) mobiliza integrantes do Movimento Nacional de Lutas (MNL) na área de Cerrado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Carlos (SP). O ato reúne trabalhadores de diversas cidades da região, como Leme, Araras, Cordeirópolis, Descalvado, São Carlos e Barretos, com o objetivo de cobrar respostas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) sobre demandas ligadas ao acesso à terra.
De acordo com um dos representantes do movimento, identificado como Piauí, a mobilização busca chamar a atenção do governo federal para a falta de retorno a pautas antigas.
Segundo ele, o grupo já havia realizado uma ação semelhante em 18 de dezembro do ano passado, quando houve uma reunião com um servidor do INCRA e, posteriormente, um encontro em São Paulo com a então superintendente Sabrina Diniz. Na ocasião, teria sido prometido o encaminhamento das demandas, o que, segundo os manifestantes, ainda não ocorreu.
Entre as principais reivindicações estão a regularização de áreas ocupadas por famílias em municípios como Leme, Araras e Cordeirópolis, que estariam em terrenos pertencentes à União, além da vistoria de propriedades em Descalvado que poderiam ser destinadas à reforma agrária.
Os trabalhadores afirmam que há casos de famílias que já residem há anos nessas áreas, com moradias construídas, mas sem qualquer definição por parte do órgão federal.
Outro ponto levantado é a intenção de apresentar um projeto para uso de uma área conhecida como Horto da UFSCar, onde, segundo o movimento, também não houve avanço nas tratativas para uma reunião com representantes da universidade.
O advogado de movimentos sociais, Dr. Valdemir, acompanha a ocupação e reforçou que o objetivo principal é abrir diálogo direto com o INCRA. Ele informou que representantes do instituto já estão no local e que a expectativa é pela chegada de um superintendente ainda neste domingo, possivelmente no fim da tarde, para discutir as reivindicações.
A mobilização conta ainda com o acompanhamento do vereador Djalma Nery. Os manifestantes afirmam que permanecerão no local até que haja um posicionamento concreto do INCRA sobre as pautas apresentadas.
A situação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas ao longo do dia.
