O quintal de Dona Pina: a morte trágica que virou lenda em São Carlos

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O quintal de Dona Pina: a morte trágica que virou lenda em São Carlos

Toda cidade tem histórias que não deveriam ser contadas depois da meia-noite. Esta é uma delas.

O @saocarlosnotoque e o @rolouhistoria resgatam hoje algo que os moradores mais antigos de São Carlos evitam mencionar em voz alta. Como se o simples ato de falar pudesse… acordar algo. A história de Dona Pina.

Vivia sozinha. Sempre sozinha. Numa casa fechada no antigo bairro do Monjolinho — hoje Vila Celina — onde as janelas raramente se abriam e os vizinhos aprenderam, com o tempo, a não fazer perguntas.

No quintal, um abacateiro enorme. Carregado. Vigiado com uma obsessão que ia além do normal. Por quê? Ninguém sabia. E quem tentou descobrir, se arrependeu.

As crianças a temiam como temem o escuro. Diziam que ela aparecia do nada — sem barulho, sem aviso — com um olhar que gelava o sangue. Alguns juravam que ela não caminhava. Que simplesmente… estava lá, de repente.

Então veio a tempestade.

Fios elétricos caíram. O quintal virou uma armadilha mortal. E Dona Pina saiu assim mesmo — como se nada neste mundo pudesse detê-la — para proteger o que era seu. O chão estava energizado, foi a última vez que ela foi no seu quintal.

Ela não voltou. A casa ficou vazia. Trancada. Esquecida.

Mas os vizinhos logo perceberam que vazia… ela não estava.

Passos pesados riscando o assoalho de madeira às três da manhã. Barulho de panelas numa cozinha sem ninguém. Uma tosse seca, rouca, ecoando no escuro. E o pior — o som que fazia os cachorros da rua uivarem.

Ninguém entrou naquela casa para verificar. Ninguém quis.

Dizem que o abacateiro ainda está lá. Que nenhuma fruta jamais caiu no chão depois daquela noite. E que em certas madrugadas, quando o vento para de soprar e a rua fica em silêncio absoluto… dá pra ouvir passos no quintal.

Dona Pina nunca foi embora. Ela permanece, segundo os antigos, guardando o abacateiro. Ninguém tem coragem, até hoje, de pegar uma fruta do quintal da Dona Pina.

Gostou, não deixe de seguir o @rolouhistória. Lá você vai encontrar histórias que causam arrepios e verdades que vão te fazer pensar duas vezes antes de apagar a luz.

Afinal… tudo isso, um dia, rolou na história!

Até o próximo domingo.