Você já passou pela Praça em frente à Catedral numa madrugada de neblina e sentiu aquele calafrio sem explicação? No centro de São Carlos, a figueira centenária guarda um segredo que faz até o mais descrente apressar o passo.
Hoje o @saocarlosnotoque e o @rolouhistoria te contam a assombração da figueira.
A lenda diz que nas noites de sexta-feira, o silêncio do centro é cortado por um som que arrepia: o ranger de uma corda esticada. Relatos que passam de pai pra filho falam que nessa praça, antigo jardim da casa do Conde do Pinhal, um vulto pode ser visto balançando num dos galhos mais grossos.
Uma ferida aberta do século XIX que se recusa a fechar: um escravo foi enforcado ali porque ousou se rebelar contra o seu “Senhôzinho”. Sob a luz amarela dos postes, a sombra no chão não é só de folhas. Nas noites mais escuras, é possível ver uma forma humana que oscila feito um pêndulo. E quando o vento para, o balanço continua. É o espírito que volta pra lembrar toda a crueldade daquele tempo.
Tem gente que explica como ilusão de ótica, culpa da iluminação e dos galhos tortos. Mas e você? Teria coragem de parar embaixo daquela copa à meia-noite e olhar pra cima?
São Carlos é conhecida pela tecnologia, mas em certas noites o que manda é o mistério que a ciência não dá conta. A cidade dorme. A figueira vigia.
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