Nunes demite presidente da SPTuris após acusações de fraudes em contratos

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Nunes demite presidente da SPTuris após acusações de fraudes em contratos

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou na quarta-feira (25) a exoneração do presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Gustavo Pires, e também do secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho da Silva, em meio a denúncias de irregularidades em contratos milionários firmados pela administração municipal.


A decisão foi compartilhada por Nunes em vídeos publicados nas suas redes sociais, após reportagem jornalística revelar supostas relações entre o secretário-adjunto demitido e uma empresa contratada pela estatal e pela própria Secretaria de Turismo.


Segundo a investigação preliminar da Controladoria-Geral do Município (CGM), documentos indicam que Nathália Carolina de Silva Souza, proprietária da agência MM Quarter Produções e Eventos, concedeu procuração a Marinho, o que sugere possível vínculo com a empresa que acumulou dezenas de contratos com a prefeitura desde 2022, somando cerca de R$ 230 milhões em serviços ligados a eventos públicos.


Em resposta às acusações, Gustavo Pires informou que havia determinado a abertura de uma sindicância interna na SPTuris para apurar os fatos e pediu ao prefeito seu afastamento para não interferir nas investigações, ressaltando que sempre agiu com base na legalidade dos processos.


Para substituir Pires na presidência da estatal, Nunes nomeou o coronel da reserva Marcelo Vieira Salles, conhecido como Coronel Salles, ex-comandante da Polícia Militar de São Paulo e que já atuou como subprefeito da Sé, afirmando que ele terá “integridade inabalável” e colaborará com as apurações.


A prefeitura também mobilizou além da CGM a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público da Capital, que acompanha o caso e pode instaurar inquérito civil para investigar possível improbidade administrativa nos contratos questionados.


A crise política em torno das demissões ocorre em um momento em que a gestão municipal tenta consolidar sua agenda de grandes eventos e parcerias públicas, com críticas de setores da oposição sobre a transparência e mecanismos de compliance na administração pública