Em meio ao boom das redes sociais, uma nova instituição em São Paulo, a Community Creators Academy, promete transformar aspirantes a influenciadores em profissionais do mercado digital. Localizada em um galpão de 14 mil m² na Vila Leopoldina, zona oeste da capital, a escola, inaugurada em agosto de 2025, oferece cursos presenciais com foco em criação de conteúdo e monetização. No entanto, a iniciativa tem gerado debates devido ao alto custo e à falta de credenciamento pelo Ministério da Educação (MEC).
Os cursos, com duração de seis meses, têm mensalidades que podem chegar a R$ 35 mil, além de uma taxa de R$ 120 para o processo seletivo. A instituição defende que o investimento vale pela promessa de conectar alunos diretamente com marcas e plataformas digitais. A grade curricular inclui disciplinas como marketing digital, estratégias de engajamento, inteligência artificial aplicada, branding e até noções de direito digital, visando capacitar os alunos para o competitivo mercado de influência online.
Apesar do entusiasmo de alguns, a ausência de reconhecimento pelo MEC levanta questionamentos sobre a legitimidade da formação. Especialistas consultados pelo jornal O Globo apontam que, sem credenciamento, os certificados emitidos não têm validade acadêmica formal, o que pode limitar sua aceitação no mercado. A Community Creators Academy, por sua vez, destaca que seu objetivo não é oferecer um diploma tradicional, mas sim uma formação prática e voltada para resultados imediatos.
O processo seletivo, descrito como “rigoroso” pela instituição, busca identificar candidatos com potencial para se destacar nas redes sociais. A escola afirma que sua metodologia é única, com foco em “habilidades práticas e networking com o mercado”. Contudo, postagens no X revelam opiniões divididas: enquanto alguns elogiam a proposta inovadora, outros criticam os custos elevados e a falta de regulamentação.
À medida que a carreira de influenciador ganha relevância, a iniciativa da Community Creators Academy reflete o crescente interesse em profissionalizar o setor. Resta saber se a instituição conseguirá consolidar sua credibilidade em um mercado tão dinâmico quanto polêmico.
