Nova Caderneta da Gestante gera polêmica ao citar ab0rto legal e linguagem neutra

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Nova Caderneta da Gestante gera polêmica ao citar ab0rto legal e linguagem neutra

A nova versão da Caderneta da Gestante, lançada pelo Ministério da Saúde, provocou forte reação de médicos, movimentos pró-vida e setores conservadores após incluir orientações sobre ab0rto legal e adotar expressões neutras, como “pessoas que gestam”.

O material foi apresentado oficialmente no dia 12 de maio e passou a ser disponibilizado em formato físico e digital pelo aplicativo Meu SUS Digital. Segundo o governo federal, a atualização busca modernizar o acompanhamento do pré-natal, parto e pós-parto, além de ampliar informações sobre saúde mental, vi0lência obstétrica e direitos das gestantes.

A principal polêmica envolve um trecho da nova caderneta que aborda “gestação não planejada” e “gestação não desejada”, além de trazer informações sobre ab0rto previsto em lei. Para críticos da medida, o conteúdo representa uma tentativa de normalizar o tema dentro de um documento tradicionalmente voltado ao acompanhamento da gravidez e da maternidade.

Outro ponto que gerou repercussão foi a adoção de linguagem neutra no material oficial. A substituição do termo “mãe” por “pessoa que gesta” foi interpretada por opositores como alinhamento ideológico do governo a pautas progressistas ligadas à identidade de gênero.

O obstetra Raphael Câmara, ex-secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde e responsável pela versão anterior da caderneta, criticou as mudanças. Segundo ele, não faz sentido incluir orientações sobre ab0rto em um material destinado a mulheres que optaram por manter a gestação e realizar o pré-natal.

O Ministério da Saúde, por outro lado, defendeu as alterações e afirmou que a nova caderneta reúne avanços tecnológicos, amplia o acesso à informação e busca garantir orientação sobre assistência médica, direitos e acompanhamento da maternidade.