Na USP São Carlos: Estudo aponta um novo caminho que pode revolucionar o rejuvenescimento facial sem agulhas e sem dor

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Na USP São Carlos: Estudo aponta um novo caminho que pode revolucionar o rejuvenescimento facial sem agulhas e sem dor

Um estudo realizado por cientistas da USP aponta um novo caminho para os tratamentos estéticos de rejuvenescimento facial: uma metodologia não invasiva que combina ácido hialurônico tópico com ondas de choquede alta intensidade e alta frequência.

Essa pesquisa avaliou os efeitos da técnica em mulheres entre 35 e 82 anos e demonstrou melhora significativa na hidratação da pele, redução de rugas e aumento da firmeza facial, sem dor ou complicações clínicas que podem advir dos tradicionais métodos de injeção direta. A grande inovação é que aqui as ondas de choque são produzidas por feixes de luz e não por transdutores mecânicos.

O trabalho, intitulado “New Non-Invasive Method with Hyaluronic Acid for Skin Rejuvenation – A Pilot Study” e liderado pelo docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato, foi realizado na Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (UTF-SCMSC) e acompanhou 55 mulheres que foram submetidas a três sessões de tratamento, com intervalos de sete dias entre elas.

O ácido hialurônico já é amplamente utilizado em procedimentos estéticos, sobretudo em aplicações injetáveis destinadas à suavização de rugas e preenchimento facial. Contudo, apesar da popularidade, especialistas alertam que as aplicações invasivas podem provocar efeitos adversos como hematomas, infecções, edema, necrose tecidual e até cegueira em casos mais graves.

Diante desse cenário, os pesquisadores buscaram desenvolver uma alternativa mais segura e confortável para os pacientes. A proposta foi associar a aplicação tópica do ácido hialurônico a um equipamento capaz de gerar ondas ultrassônicas por meio de pulsos de laser. Segundo os autores, a tecnologia favorece a permeação do ativo em camadas mais profundas da pele sem necessidade de agulhas.

Durante a pesquisa, as participantes foram divididas em seis grupos distintos, combinando diferentes protocolos: uso apenas do equipamento, apenas do ácido hialurônico ou associação entre ambos. As análises incluíram fotografias clínicas, medição da umidade da pele, contagem de rugas e questionários de satisfação.

Os resultados indicaram que os melhores efeitos ocorreram justamente nos grupos que utilizaram a combinação do ácido hialurônico com o equipamento ultrassônico. As pacientes apresentaram melhora na textura, luminosidade, firmeza e uniformidade da pele, além da redução de linhas de expressão e rugas estáticas. Os benefícios permaneceram perceptíveis mesmo após 60 dias de acompanhamento.

Já os grupos tratados apenas com o ácido hialurônico tópico tiveram resultados temporários, limitados principalmente ao brilho e à suavidade da pele logo após as sessões. Nos grupos que utilizaram somente o equipamento, houve melhora inicial, mas os efeitos não se mantiveram com a mesma intensidade ao longo do acompanhamento.

Outro dado destacado pelos pesquisadores foi o conforto do procedimento. Todas as participantes classificaram o tratamento como indolor e relataram satisfação com os resultados obtidos. Segundo o estudo, entre 90% e 100% das pacientes responderam positivamente aos questionários sobre eficácia, intenção de repetir o procedimento e recomendação da técnica.

Os autores afirmam que o método representa uma alternativa promissora para pessoas sensíveis a procedimentos invasivos ou que desejam evitar riscos associados às aplicações injetáveis. O estudo também ressalta o potencial da tecnologia brasileira no desenvolvimento de soluções estéticas menos agressivas e mais acessíveis.

Embora os resultados sejam considerados animadores, os pesquisadores destacam que novos estudos, com grupos maiores e acompanhamento prolongado, ainda são necessários para consolidar a eficácia clínica da técnica e ampliar sua utilização na medicina estética.