Um caso digno de roteiro de filme de baixo orçamente na Netflix chamou a atenção das autoridades em Santa Catarina. Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante em Joinville após descobrir-se que ela estava vivendo há mais de um ano sob uma identidade falsa, se apresentando como uma adolescente de 12 anos.
Segundo a Polícia Civil, a mulher utilizava o nome de “Gabriele” e conseguiu convencer uma família a acolhê-la informalmente. Durante cerca de 14 meses, ela conviveu com os moradores como se fosse uma criança.
Para sustentar a farsa, a suspeita alegava possuir autismo e outras condições de saúde. De acordo com os investigadores, ela adotava comportamentos infantilizados no dia a dia, utilizando mamadeiras, chupetas e até um objeto de apego para dormir, numa tentativa de reforçar a imagem de adolescente.
A situação começou a despertar desconfiança e acabou sendo investigada pela Polícia Civil. Durante o interrogatório, a mulher confessou ter utilizado identidade falsa.
As apurações revelaram ainda que este não seria um caso isolado. Conforme a polícia, ela possui antecedentes por golpes semelhantes em outros estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
A mulher foi presa pelos crimes de estelionato e falsa identidade e encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.
Apesar do desfecho surpreendente, o caso deixa uma reflexão importante, onde em tempos em que muitas pessoas evitam se envolver com os problemas dos outros, a família demonstrou solidariedade ao abrir as portas de casa para alguém que acreditava estar em situação de vulnerabilidade. A boa-fé e a disposição em ajudar o próximo continuam sendo valores que merecem ser preservados.
