Mudanças nas regras do abono salarial devem impactar milhões de trabalhadores nos próximos anos. A estimativa do Ministério do Trabalho é de que cerca de 4,5 milhões de pessoas deixem de receber o benefício até 2030.
A principal alteração prevê que o limite de renda para ter acesso ao abono passe a ser corrigido apenas pela inflação. Já o salário mínimo continuará com ganho real, ou seja, acima da inflação. Na prática, isso reduz gradualmente o número de trabalhadores que se enquadram nos critérios.
Até 2025, o benefício era pago a quem recebia até dois salários mínimos no ano-base e tinha trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias. Com a mudança, esse limite começa a cair. Em 2026, por exemplo, terá direito ao abono quem recebeu o equivalente a cerca de 1,96 salário mínimo em 2024.
Somente neste ano, a previsão é de que mais de 500 mil trabalhadores já fiquem de fora do benefício. O número deve crescer de forma progressiva nos anos seguintes.
