foto: Peter Leone/O Fotográfico/Estadão Conteúdo
O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a imposição de medidas cautelares contra o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, no âmbito de uma investigação que apura supostas irregularidades no uso de cartões corporativos do clube. Entre os pedidos apresentados pelos promotores estão a utilização de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte espanhol do dirigente.
De acordo com o órgão, também estão sendo analisados registros de ligações telefônicas realizadas por Sanchez entre dezembro do ano passado e 25 de fevereiro deste ano. O monitoramento integra a apuração em curso, que busca identificar eventuais desdobramentos das condutas investigadas.
A denúncia foi formalizada em 15 de outubro de 2025. Além de Andrés Sanchez, o Ministério Público incluiu no processo Roberto Gavioli. Ambos são acusados de envolvimento em supostos crimes relacionados ao uso de cartões corporativos do Corinthians no período entre agosto de 2018 e dezembro de 2020.
Segundo a acusação, os valores questionados teriam sido utilizados de forma indevida. Considerando juros e atualização monetária, o Ministério Público requereu o ressarcimento de quantia superior a R$ 480 mil aos cofres do clube.
Os promotores também pedem que cada um dos denunciados pague R$ 360 mil, valor correspondente a 75% do montante total apontado na ação, a título de indenização por danos morais e materiais causados ao Corinthians.
O pedido de medidas cautelares será analisado pela Justiça, que decidirá se há elementos suficientes para impor as restrições solicitadas enquanto o processo tramita. A defesa dos acusados ainda poderá se manifestar nos autos.
