MP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra e aponta influenciadora em núcleo financeiro de esquema ligado ao PCC

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MP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra e aponta influenciadora em núcleo financeiro de esquema ligado ao PCC

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026. O novo pedido ocorre porque a legislação determina que a necessidade da prisão preventiva seja reavaliada a cada 90 dias.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), continuam presentes os requisitos para manter a influenciadora presa, especialmente para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.

De acordo com a denúncia do MP, a suposta organização criminosa seria dividida em três núcleos: decisório, operacional e financeiro. Deolane teria participação no núcleo financeiro e, segundo a acusação, seria sua principal integrante.

Os promotores afirmam que ela teria atuado na ocultação e dissimulação de recursos de origem ilícita, utilizando contas bancárias vinculadas a ela e às suas empresas, além da conversão desses valores em bens de alto valor.

A investigação aponta ainda que o grupo teria utilizado empresas de fachada e pessoas conhecidas como “laranjas” para esconder a origem de recursos provenientes de atividades ilícitas atribuídas ao PCC.

Outro ponto citado pelo Ministério Público é que dois denunciados continuam foragidos, situação que, segundo a Promotoria, reforçaria a necessidade da manutenção das prisões preventivas.

Em julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) já havia negado por unanimidade um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane.

Na ocasião, a Justiça entendeu que os argumentos apresentados não demonstravam ilegalidade na prisão nem justificavam sua substituição por prisão domiciliar.

Deolane também permanece com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde a decretação da prisão.

Agora, caberá à Justiça analisar o novo pedido do Ministério Público e decidir se a influenciadora continuará presa preventivamente.