Morador de São Carlos perde R$ 4 mil em golpe após falsa abordagem de delegado nas redes sociais

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Morador de São Carlos perde R$ 4 mil em golpe após falsa abordagem de delegado nas redes sociais

Um morador de São Carlos foi vítima de um golpe e perdeu R$ 4 mil após criminosos se passarem por um delegado de polícia em uma falsa investigação. O caso foi registrado como estelionato pela Polícia Civil.

O caso foi comunicado à Polícia Civil às 21h09 e o registro da ocorrência foi concluído às 22h08 no Plantão Policial de São Carlos.

Segundo o boletim, a vítima conheceu, no dia 31 de julho, um perfil feminino no Facebook que se identificava como “Luana”, supostamente do Rio Grande do Sul. Durante a conversa, que se estendeu ao longo do dia, houve troca de mensagens e envio de fotos íntimas.

Na manhã desta segunda-feira (3), o homem passou a receber ligações e mensagens de um indivíduo afirmando ser delegado da Delegacia da Infância e Juventude. O golpista alegou que a adolescente era menor de idade e que a vítima estaria envolvida em um suposto crime inafiançável, exigindo inicialmente o pagamento de R$ 44 mil para encerrar o caso.

Após a vítima informar que não possuía esse valor, o criminoso reduziu a cobrança para R$ 9 mil. Durante a negociação, o morador acabou realizando uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil para uma conta bancária indicada pelos golpistas.

De acordo com o boletim de ocorrência, as conversas com o falso delegado tiveram início por volta das 9h e seguiram até aproximadamente 10h30 desta segunda-feira (3).

Depois da transferência, a vítima desconfiou da situação, procurou seu advogado e foi orientada a interromper qualquer contato, percebendo que havia caído em um golpe.

O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil.

As autoridades orientam que a população desconfie de contatos envolvendo supostas cobranças para evitar processos criminais, especialmente quando há pedidos de pagamento via Pix. Em situações semelhantes, a recomendação é interromper imediatamente a conversa e procurar a Polícia Civil antes de realizar qualquer transferência.